sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Escolas de ensino técnico estão otimistas com Sisutec

Escolas de ensino técnico estão otimistas com Sisutec
MARIANA TOKARNIA - AGÊNCIA BRASIL - 07/08/2013 - BRASÍLIA, DF
As escolas de ensino técnico estão otimistas com o Sistema de Seleção da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Para elas, usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ajudar a aumentar a entrada no ensino técnico do estudante que deixou a escola recentemente, além de valorizar sua formação. Quem atua no mercado está investindo nesta etapa do ensino, observam esses estabelecimentos.
Até o ano que vem, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) investirá no ensino técnico R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 1,5 bilhão provenientes de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Atualmente, existem 797 unidades operacionais do Senai espalhadas pelo país, oferecendo cursos presenciais e a distância.
Pelo Sisutec, o Senai disponibilizará 11.116 vagas em 34 cursos no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). `Ampliar a oferta de cursos técnicos é o nosso objetivo. O Sisutec é voltado para quem concluiu o ensino médio. Acreditamos que [o sistema] vai chamar para o ensino técnico muitos dos jovens que integrariam a chamada geração `nem nem`, que nem trabalha, nem estuda`, disse o gerente de Educação Profissional e de Tecnologia do Senai, Felipe Morgado.
De acordo com Morgado, está ocorrendo no Brasil uma mudança, ainda em fase inicial, que valoriza o ensino técnico. Para ele, isso se deve principalmente ao Pronatec, criado em 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica.
Um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 72% dos ex-alunos de cursos técnicos conseguem trabalho no primeiro ano após a formatura e têm renda média de 2,6 salários mínimos. Além disso, 73% estão ocupados em atividades relacionadas à área de formação. Conforme o estudo, trabalhadores com formação técnica ganham 24% a mais que os que têm apenas o ensino básico. Os dados são referentes ao período de 2010 a 2012 e foram divulgados neste ano.
A valorização da etapa e o investimento do governo tornam o mercado atrativo. `O Iesb já tinha um programa de escola técnica em funcionamento desde 2012. Quando surgiu a possibilidade de aderir ao Sisutec, mudamos todos os nossos rumos para atender à demanda do programa`, informou o coordenador de Cursos Técnicos da instituição, Murilo Pereira. Ele explicou que a criação de cursos foi, então, direcionada para o atendimento da demanda do novo sistema de seleção.
O Iesb vai oferecer 4.480 vagas das 8.232 disponíveis em todo o Distrito Federal. A instituição aguarda a confirmação do preenchimento das vagas para fechar o investimento que será necessário. Grande parte da estrutura de graduação será usada também pelos 23 cursos técnicos que serão oferecidos nas três unidades do instituto.
Pereira ressaltou que o ensino técnico pode ser uma boa opção para os estudantes que buscam formação rápida – um curso técnico dura em média um ano e meio – e voltada para o mercado de trabalho. O estudo da CNI mostra que alunos formados por determinados cursos técnicos têm salário inicial maior que o dos que concluem certas modalidades de graduação.
O técnico em informática Eduardo Dias confirma a diferença. Em 2007, há sete anos no mercado de trabalho, ele decidiu conciliar sua ocupação com uma formação técnica. `O curso foi muito bom, aprendi muito e pude ter um documento comprovando o que aprendi`. Apesar de já trabalhar na área de informática, Dias enfrentava dificuldades quando queria mudar de emprego porque não tinha nenhum certificado.
Até as 19h de hoje (7), segundo dia de inscrições, o Sisutec teve 176.038 inscritos. Como cada candidato pode fazer duas opções, o sistema recebeu 337.601 inscrições.
Os candidatos inscritos serão selecionados para 239.792 vagas de cursos técnicos. São 117 cursos com duração de um a dois anos. A seleção será feita com base na nota do estudante no Enem do ano passado. Os que fizeram todo o ensino médio na rede pública ou em instituições particulares, na condição de bolsistas integrais, terão prioridade na ocupação de 85% das vagas oferecidas, todas gratuitas.
Fazem parte do Sisutec 586 instituições, entre estabelecimentos de educação superior e escolas técnicas particulares, institutos federais de educação, ciência e tecnologia, escolas técnicas vinculadas a universidades federais, escolas estaduais e municipais e entidades do Sistema S.
O Ministério da Educação ainda não informou quanto será gasto na manutenção das bolsas ofertadas pelo Sisutec. No lançamento do sistema, o ministro Aloizio Mercadante disse que o valor por estudante será semelhante ao do Pronatec, ficando em torno de R$ 10 a hora-aluno. Os recursos serão repassados às instituições participantes.

Rede social ajuda estudantes a treinar redação para o Enem

Rede social ajuda estudantes a treinar redação para o Enem
ANA ELISA SANTANA - PORTAL EBC - UOL EDUCAÇÃO - 05/08/2013 - SÃO PAULO, SP
A redação é um dos vilões para os estudantes que se preparam para vestibulares e também para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Pensando nisso, a escritora Sônia Rodrigues desenvolveu a plataforma de ensino Almanaque na Rede, uma rede social que estimula a leitura e oferece meios para que os alunos melhorem a escrita.
Os estudantes interagem dentro do site em uma dinâmica nos moldes do Facebook, podendo escrever textos, além de interagir, lendo e comentando as redações escritas pelos amigos.
A estrutura do Almanaque da Rede é dividida em jogos, que trabalham diferentes habilidades nos estudantes:
- Jogo das Narrativas: exercita a criatividade e ajuda a contar uma história em todas as etapas, desde criar uma boa trama até desenvolver cenários e personagens;
- Jogo dos Diálogos: propõe uma história em quadrinhos em que o aluno decide os rumos da história. Com este jogo o estudante aprende a analisar problemas e desenvolver pontos de vista com os personagens;
- Jogo dos Desafios: ensina a desenvolver a escrita em tipos diferentes de textos como dissertação, narração, mensagem e descrição;
- Jogo das Resenhas: o estudante é convidado a aliar a escrita à cultura, com a possibilidade de ganhar prêmios no processo pelos textos escritos;
Há, ainda, o espaço `Sei mais`, que oferece conteúdos específicos de Português, Biologia, Física e Matemática. Para cada uma destas atividades - ler, comentar, escrever redações ou assistir às videoaulas - os estudantes ganham pontos. `Tudo que ele (o estudante) faz no ambiente é recompensado, como uma forma de estímulo para que eles continuem a participar e se desenvolver`, explica Sônia.
O projeto, iniciado em 2009, já teve a participação de 15 mil jovens e oferece conteúdos desde o ensino fundamental até o superior. Atualmente, o almanaque da Rede trabalha em parceria com as Bibliotecas-Parque da Rocinha e Manguinhos ou da Biblioteca Pública de Niterói, no Rio de Janeiro. A evolução dos estudantes é acompanhada de perto e os resultados, segundo Sônia Rodrigues, são sempre positivos. `A avaliação externa que mostra que conseguimos eliminar, em quatro meses, o analfabetismo funcional dos alunos de ensino médio`, comemora.
Os vídeos do `Sei mais física`, com aulas de física e matemática, também podem ser encontrados no Youtube. O canal do projeto tem 235 videoaulas, e já foi visualizado mais de 4,5 milhões de vezes. Em breve, o Portal EBC também vai publicar alguns desses vídeos para os estudantes que se preparam para o Enem.
O site tem, ainda, um espaço para que professores deem sugestões de atividades e interajam com os alunos. Escolas interessadas em fazer capacitações com os professores também podem procurar o Almanaque da Rede, que oferece oficinas presenciais ou online para grupos de educadores.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

curso de inglês online gratuito

Estado oferece curso de inglês online gratuito para alunos do Ensino Médio
Do G1 Ribeirão e Franca - G1 Globo.com - 25/07/2013 - Rio de Janeiro, RJ
Estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e que cursam Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Ribeirão Preto (SP) têm até a próxima terça-feira (30) para se inscrever no curso de inglês online gratuito realizado pela Secretaria Estadual da Educação. São oferecidas 26 mil vagas, sendo 4 mil destinadas a pessoas com deficiência visual ou auditiva.
As aulas começam na quinta-feira (1º) e vão até 3 de dezembro, com carga horária de 80 horas, divididas em oito módulos. Na primeira semana de agosto, os inscritos (sem deficiência) devem retirar nas próprias escolas onde estudam um kit composto de DVDs e um headset – fone de ouvido acoplado com volume e microfone.
Os módulos poderão ser acessados da própria casa do aluno e das salas do “Acessa Escola”, onde as máquinas possuem um software leitor de tela, que permite aos usuários cegos ou com baixa visão utilizar os computadores.


O curso tem o objetivo de ensinar o segundo idioma de forma lúdica, por meio de jogos, animações e exercícios dinâmicos de assimilação. Tutores também acompanharão os participantes via bate-papo com hora marcada e orientação pessoal agendado, conforme a demanda.

Aeronáutica abre 662 vagas de nível superior


Da Redação - O Globo - 25/07/2013 - Rio de Janeiro, RJ
A Aeronáutica abriu concurso para 662 vagas em 41 especialidades para profissionais com nível superior em todo o país no Quadro de Oficiais Convocados (QOCon), que destina-se a preencher, em caráter temporário, vagas não supridas pelos quadros de oficiais de carreira.
As oportunidades são para as áreas de arquitetura, arquivologia, biblioteconomia, biologia, educação física, enfermagem, engenharia, fisioterapia, fonoaudiologia, história, magistério, museologia, nutrição, pedagogia, terapia ocupacional e zootecnia.
No Rio de Janeiro são 176 oportunidades: arquitetura (6), arquivologia (18), artes musicais (2), artes plásticas (2), biblioteconomia (2), educação física (bacharel - 19), educação física (licenciatura - 3), enfermagem (9), engenharia cartográfica (2), engenharia civil (13), engenharia clínica (2), engenharia da computação (6), engenharia de agrimensura (1), engenharia elétrica (2), engenharia eletrônica (1), engenharia mecânica (5), engenharia química (2), fisioterapia (15), fonoaudiologia (10), história (8), licenciatura em letras/espanhol ensino superior (2), licenciatura em letras/espanhol ensino médio (1), licenciatura em letras/inglês ensino superior (2), licenciatura em letras/inglês ensino médio (1), licenciatura em letras/ língua portuguesa ensino médio (2), museologia (6), nutrição (8), pedagogia (21), informática (1), terapia ocupacional (4),
As inscrições devem ser feitas até o dia 2 de agosto. O edital está disponível no site da Aeronáutica.
A inscrição deve ser realizada mediante entrega dos documentos que comprovem as condições para a participação e dos documentos necessários à avaliação documental, nos locais divulgados no anexo B do edital, podendo ser feitas pessoalmente ou por intermédio de procuração com firma reconhecida em cartório. O candidato deve ter menos de 45 anos até o dia 31 de dezembro do ano previsto para a incorporação e ter concluído curso superior na área de formação.
Após as etapas da seleção, os aprovados realizarão o Estágio de Adaptação Técnico (EAT), que começa no dia 21 de outubro e dura 64 dias.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Diploma para dentista e psicólogo também pode exigir trabalho no SUS


LÍGIA FORMENTI - O ESTADO DE SÃO PAULO - 10/07/2013 - SÃO PAULO, SP
A criação de um ciclo obrigatório de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) não deve ficar restrito ao curso de Medicina, como definido no Programa Mais Médicos, anunciado nesta segunda-feira, 8, pelo governo. O Conselho Nacional de Educação (CNE) estuda a adoção da medida para outras carreiras da área de saúde. O plano prevê que estudantes de Odontologia, Psicologia, Nutrição, Enfermagem e Fisioterapia também concluam a formação com atividades na rede pública.
`Isso já vem sendo pensado`, informou nesta terça-feira o secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Speller. Não há prazo para a conclusão da análise, que começou antes mesmo dos estudos sobre o caso da Medicina.
O governo anunciou na segunda-feira a edição de medida provisória para ampliar de 6 para 8 anos a duração de Medicina em instituições públicas e privadas. A decisão vale para estudantes que ingressarem na faculdade a partir de 2015. O ciclo complementar será feito em locais indicados pelas instituições de ensino, que formarão rede com serviços públicos de assistência.
Durante os dois anos do ciclo suplementar, o aluno não pagará mensalidade. Pelos serviços prestados, receberá uma bolsa com valor ainda não definido. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a remuneração deverá variar entre R$ 2,9 mil e R$ 8 mil. A verba virá da Saúde.
Remuneração. As instituições de ensino receberão pela supervisão feita ao trabalho do aluno na rede do SUS. A forma como isso será feito também ainda não está decidida. `Há tempo ainda para se pensar`, justificou Speller. `Estamos falando em algo que terá impacto apenas em 2021.`
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não descartou a possibilidade de o aluno ser enviado para uma cidade diferente daquela onde ele cursou a graduação. Para isso, no entanto, é preciso que a instituição de ensino tenha um vínculo com a unidade básica de saúde ou o hospital para onde o estudante será enviado.
A regulamentação do texto pelo Conselho Nacional de Educação deve demorar seis meses.

domingo, 2 de junho de 2013

Líderes evangélicos consideram Enem para sabatistas desigual


Líderes evangélicos consideram Enem para sabatistas desigual


(Carlos Cecconello/Folhapress)
O pastor Abner Ferreira, Presidente da Convenção das Assembleias de Deus Ministério de Madureira no Rio de Janeiro, divulgou uma carta aberta assinada por diversos líderes evangélicos e parlamentares pedindo solução para a situação dos alunos de comunidades judaicas que, por guardarem o sábado, não podem realizar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) antes do pôr do sol,
A prova do Enem para estes alunos começou às 19h deste sábado (3). Mesmo assim, eles devem entrar no local de prova junto com os demais alunos, ou seja, às 13h. Por seis horas, mais de 85 mil candidatos nesta condição ficaram confinados antes de realizar o exame em todo o país.
Fazem parte dos sabatistas os adventistas e os judeus ortodoxos. A determinação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, é que esses candidatos ficarão reclusos até a hora prevista para início da avaliação. Não poderão consultar livros nem manuais. É permitido que levem apenas a Bíblia. Também podem conduzir alimentos, uma vez que permanecerão bastante tempo nos locais de provas.
Para o pastor Abner Ferreira estes alunos encontram-se em desvantagem pelo desgaste físico sofrido no tempo de confinamento e a solução seria dividir o Enem em dois finais de semana.
“Esta claramente evidenciado uma desvantagem no tratamento destes alunos, que ao serem obrigados a ficarem por mais de seis horas confinados, acabam sofrendo pelo desgaste físico”, comentou o pastor.
Na carta encaminhada pelos líderes a solução seria dividir o Enem em dois domingos e não mais em um único final de semana, a partir da próxima edição.
A carta também faz comparação com o serviço militar que a Constituição providencia solução alternativa para os sabatistas. “Aqui, por maior razão, deve existir sensibilidade, pois o que se almeja é tão somente que as provas voltem a ser, como antes, apenas aos domingos”.
Depois de enfrentarem 90 questões de ciências humanas e da natureza no sábado, os 5,7 milhões de estudantes realizam nesta tarde, a partir das 13h, as provas de linguagens (língua portuguesa e estrangeira), matemática e redação. O tempo máximo para a resolução das questões é de cinco horas e meia e o mínimo, de duas horas.
Leia a carta na íntegra:
CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA – ENEM AOS DOMINGOS
Nós, representantes das comunidades brasileiras cristã e acadêmica, adiante assinados, secundados ainda por outros representantes do povo também subscritos que, embora professem crença diversa ou, até mesmo, não sejam filiados a qualquer religião, se sensibilizaram e ofereceram seu apoio,  vimos, respeitosamente, dirigir a V.Exa. o seguinte apelo:
A situação que desejamos seja solucionada é a dos candidatos pertencentes à comunidade judaica, que, por guardarem o sábado, não podem realizar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) antes do pôr do sol, atualmente sendo obrigados a aguardar no local e fazer a prova à noite, em situação extremamente penosa e, contudo, de facilíssima solução, que nenhum prejuízo ou inconveniente traria a quem quer que seja.
Apela-se à sensibilidade de V.Exa. para, tão e simplesmente, que sejam determinadas as providências cabíveis, no sentido de que a próxima edição do Enem e também as sucessivas sejam realizadas, como aliás o era até pouco tempo atrás, em dois domingos e não mais em um único fim de semana.
Seria uma solução muitíssimo menos gravosa, seguramente, do que constranger os que guardam o sábado a chegarem aos locais de prova junto com os demais inscritos e fazê-los esperar por horas, até o cair da noite, como hoje lamentavelmente se faz, para que, afinal, iniciem uma avaliação que, como se sabe, é complexa, extensa e, por que não dizer, também decisiva para a vida acadêmica e para a vida profissional dos milhares e milhares de brasileiros que buscam ascensão em todos os níveis. Além das horas de espera, após fazer as provas no período noturno, o intervalo para descanso até o dia seguinte, em que ocorrerá nova prova, é insuficiente.
Em situações mais gravosas para o país, como o serviço militar, por exemplo, a Constituição providencia solução alternativa. Aqui, por maior razão, deve existir sensibilidade, pois o que se almeja é tão somente que as provas voltem a ser, como antes, apenas aos domingos.
Apelamos ainda para a sensibilidade de V.Exa., não apenas como governante, mas também como mulher e mãe, a fim de resguardar os jovens, os quais merecem a oportunidade de competir em igualdade de condições, porém, a situação atual não assegura esse estado.
Entendemos desnecessário e gravoso, e completamente fora da cultura de paz, harmonia e tolerância que caracterizam o país, deixar mais de 30 mil jovens em situação altamente prejudicial a seu desempenho, com graves prejuízos ao processo de seleção para o ensino superior. Acreditamos que com boa vontade e sabedoria este assunto possa ser resolvido. Embora não acometidos diretamente pelo problema, buscamos V.Exa. munidos do espírito de fraternidade que une todos os brasileiros e que é, dentro de muitos, um dos maiores exemplos que nossa pátria oferece ao mundo.
Aproveitando o ensejo para manifestar a nossa mais alta estima e consideração por V.Exa., por seu compromisso com os valores democráticos e por sua história de luta pela liberdade, e pelos direitos humanos, e confiando ainda em sua sensibilidade, subscrevemo-nos.
Respeitosamente,
APEB – Associação dos Parlamentares Evangélicos do Brasil
CIMEP – Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil
CONCEPAB – Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil
EDUCAFRO /FAECIDH – Francisco de Assis Cidadania, Inclusão e Direitos Humanos
FENASP – Fórum Evangélico Nacional de Ação Social E Política
JURISTAS DE CRISTO – Associação de Juristas Evangélicos

Abner Ferreira – Pastor, Presidente da Convenção das Assembleias de Deus Ministério de Madureira/RJ
Antônio dos Santos – Deputado Estadual/SE e Presidente da APEB
David Santos – Padre Franciscano, Diretor Executivo da EDUCAFRO / FAECIDH
Fátima Pelaes – Deputada Federal/AP e Vice-presidente da Frente em Defesa da Família do Congresso Nacional
Fernanda Marinela – Prof. Direito Administrativo
Francisco Paixão – Pastor, Presidente da CONCEPAB
Henrique Afonso – Deputado Federal/AC
Ney Maranhão – Juiz do Trabalho/PA e Professor
Paulo Cremoneze – Advogado, Colaborador da Prelazia Pessoal do Papa e Cavaleiro da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém
Roberto de Lucena – Deputado Federal/SP
Rodolfo Pamplona – Juiz do Trabalho/BA e Professor
Rogério Greco – Procurador de Justiça/MG e Professor
Rubens Teixeira – Professor e Pastor da Assembleia de Deus
Marcelo Crivella – Senador
Silas Câmara – Deputado Federal/AM
William Douglas – Juiz Federal/RJ e Professor
Wilton Acosta – Pastor, Presidente do FENASP
Fonte:g.prime

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mãe é multada porque filho adolescente não vai à escola

Mãe é multada porque filho adolescente não vai à escola
AGÊNCIA ESTADO - IG ÚLTIMO SEGUNDO - 24/05/2013 - SÃO PAULO, SP

A mãe de um adolescente foi multada em três salários mínimos porque o filho adolescente se recusa a ir à escola. A decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou recurso apresentado pela Defensoria Pública a pedido da mulher, moradora em Ribeirão Preto (SP). O adolescente de 16 anos está há mais de dois anos sem ir à escola e o TJ tomou por base o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que imputa aos pais responsabilidade pela criação e educação do filho.
Atualizado, o valor da multa corresponde hoje a mais de R$ 2 mil. No processo, a defesa alegou que a genitora tem uma situação financeira difícil, o que não sensibilizou os desembargadores. Eles citaram na decisão questões que pesariam contra a acusada, como o fato de não ter matriculado o filho.
O argumento da mãe foi de que não fez a matrícula porque o filho se recusava a ir ao colégio. Na escola, a direção confirmou que a presença do aluno era mesmo muito rara. Ele assistiu às aulas apenas por dois dias em um período de quatro anos. Informada a respeito pela direção da unidade de ensino, a mãe não teria tomado providências.
A decisão de manter a condenação em segunda instância teve por base o artigo 249 do ECA. Ele diz que pode ser multado de 3 a 20 salários quem `descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao pátrio poder familiar`. A Defensoria não informou se recorrerá da decisão.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

25% dos professores não têm faculdade!


Estudo cobra esforço para formar professores; 25% não têm faculdade
DA REDAÇÃO - TERRA EDUCAÇÃO - 23/05/2013 - SÃO PAULO, SP
Objetivo para garantir a qualidade da educação pública, a formação de todos os professores em nível superior foi preconizada em 1996 na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), mas ainda está longe de se tornar realidade nas escolas brasileiras. O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2013, lançado na quarta-feira pelo Movimento Todos pela Educação, aponta que cerca de 25% dos docentes ainda possuem, no máximo, o ensino médio ou magistério. Para especialistas, além do esforço para graduar os educadores, é preciso aprimorar a qualidade da formação.
Em sua segunda edição, o anuário foi organizado de acordo com os temas contemplados nas 20 metas propostas no Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita atualmente no Senado Federal. Na proposta inicial, apresentada em 2011, a meta era de que todos os professores tenham nível superior até 2020.
O documento do Todos pela Educação mostra que as desigualdades da sociedade brasileira também estão evidentes na formação dos professores. Enquanto nos Estados do Centro-Oeste, 84,3% dos educadores já possuem formação em nível superior, isso é verdade para 58,1% dos docentes da educação básica do Nordeste e para 63,9% dos professores que atuam no Norte do País. Já no Sudeste, 82,5% possuem pedagogia ou licenciatura.
O anuário aponta ainda a educação a distância como `ferramenta poderosa` para elevar o nível de formação dos professores. E diz que, além de garantir que todos tenham curso superior, é fundamental investir na formação continuada. `É preciso fortalecer o trabalho de coordenação pedagógica dentro das escolas, contratando e formando profissionais para esse cargo fundamental da gestão escolar`.
De acordo com o anuário, o coordenador pedagógico deve ser o responsável por levar aos professores os conhecimentos mais atuais sobre as didáticas específicas das disciplinas. `Somente por esse caminho será possível fazer frente às demandas contemporâneas e elevar a qualidade do ensino`, diz o documento.
O anuário completo está disponível no site do movimento Todos pela Educação.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Governo investe R$ 100 milhões para levar artes ao ambiente escolar


Governo investe R$ 100 milhões para levar artes ao ambiente escolar

Terça-feira, 21 de maio de 2013 - 19:27

Tweet - divulgue esta matéria no twitterMercadante e Marta pretendem atender este ano 5 mil projetos do Mais Cultura nas Escolas (Foto: João Neto/MEC) Os ministérios da Educação e da Cultura vão contemplar este ano 5 mil projetos culturais com valor entre R$ 20 mil e R$ 22 mil, de iniciativa de escolas da rede pública que já participam dos programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador. Os projetos, que deverão atender aos objetivos de promover a circulação de cultura nas escolas e contribuir para a formação de público para as artes na comunidade escolar, deverão se formulados em parceria entre escolas, artistas e entidades culturais. É o que determina o programa Mais Cultura nas Escolas, lançado nesta terça-feira, 21, pelos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Cultura, Marta Suplicy. Estão aptas a se inscrever 34 mil escolas da rede pública, ativas nos dois programas já existentes. As iniciativas precisam ser cadastradas, até o final de junho, pelos diretores das escolas no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec). A previsão de investimento é de R$ 100 milhões para financiar os 5 mil  projetos. Os valores serão repassados diretamente às escolas por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Ao prestarem contas, os gestores deverão incluir documentação de fotos e vídeos das atividades que foram realizadas pelo programa Mais Cultura nas Escolas.“O objetivo do programa é envolver os estudantes nesse processo de aprendizado por meio da cultura. Vamos selecionar os projetos que mais envolvam a comunidade”, salientou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.  As atividades deverão ser voltadas para nove eixos temáticos: residência de artistas para pesquisa e experimentação; criação, circulação e difusão da produção artística; promoção cultural e pedagógica em espaços de cultura; educação patrimonial; cultura digital e comunicação; cultura afro-brasileira; culturas indígenas; tradição oral, e educação museológica. Os projetos serão selecionados por uma comissão com representantes do MEC, do MinC e professores das universidades federais, que darão pareceres técnicos. Segundo o ministro, a escolha dos projetos vai buscar o equilíbrio para que todas as regiões do país estejam contempladas. “Vai ganhar quem tiver qualidade. Tudo na educação é mérito”, pontuou Mercadante.  


Paula Filizola

Emília Ferreiro e Telma Weisz AO VIVO!


Mande suas dúvidas sobre alfabetização


No dia 27 de maio, segunda-feira, às 10h30, Emilia Ferreiro e Telma Weisz, participam de um encontro histórico no Brasil. Você assiste à transmissão ao vivo do evento na página especial sobre Emilia Ferreiro, mas antes disso, mande a sua dúvida para as educadoras. Algumas perguntas serão respondidas durante o diálogo!

Click aqui e faça sua pergunta!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Alunos são tirados de sala no DF por não levar R$ 5 para ajudar em pintura


Alunos são tirados de sala no DF por não levar R$ 5 para ajudar em pintura
DO G1 DF - G1 GLOBO.COM - 07/05/2013 - RIO DE JANEIRO, RJ
A Secretaria de Educação do Distrito Federal vai apurar se houve irregularidades na conduta da direção do Centro Educacional 7, no Gama, suspeita de expulsar dois alunos de sala de aula na semana passada porque eles não levaram R$ 5 para pintar as paredes pichadas da classe. Os estudantes dizem que se sentiram constrangidos. O diretor, Leôncio Mackenttoch, diz não achar que adotou postura inadequada.
“Acredito que não [houve constrangimento]. Aqui é uma escola e o aluno às vezes recebe uma advertência, vem para a direção mesmo”, afirmou. `Tudo foi combinado com os pais em reunião. O problema é que poucos compareceram. E os responsáveis por esses estavam entre os faltosos.`
A garota que teve que deixar a sala no meio da aula contou que foi embora para casa. “Simplesmente eles entraram e começaram a chamar os nomes. Aí, quando chamou o meu, eu me levantei. Ele foi e falou assim: ‘trouxe dinheiro?’. Eu falei ‘não’. Aí ele mandou eu ir embora”, diz.
O outro estudante disse que tinha um trabalho para fazer valendo três pontos, mas que a direção alegou que o aviso havia sido dado no dia anterior e que ele deveria ter ido para casa. A tia do garoto afirma que não recebeu nenhum comunicado da escola a respeito do assunto.
Os adolescentes cursam o 9º ano do ensino fundamental. A taxa foi exigida de todos os 76 alunos das duas turmas da série, porque nenhum deles assumiu a autoria do vandalismo, de acordo com o diretor. A pintura ocorreu neste sábado, ao custo de R$ 300. Juntos, os estudantes contribuíram com R$ 230.
O diretor afirmou que não mandou ofício aos pais, apenas falou com os estudantes, porque houve três reuniões no início do ano para explicar a situação, mas quase ninguém compareceu. Segundo Mackenttoch, outra pintura teve que ser feita em janeiro, pelo mesmo problema.
“Nós pegamos a lista de chamada e vamos ticando quem é que fez a contribuição. Quem não tinha feito? A dois alunos que não haviam feito a contribuição, nós pedimos para sair da sala que nós iríamos conversar com eles. E eles foram para o portão e foram embora”, diz. `Eu não tenho essa verba para pintar a escola duas, três, quatro vezes ao ano. E se eu pintar a escola duas vezes no ano, vai parecer que eu estou desviando dinheiro.`
A próxima reunião com os pais dos estudantes acontece neste sábado. À frente da direção há um ano e quatro meses, Mackenttoch disse que a instituição tem 2,2 mil estudantes.

OLHAR PEDAGÓGICO: Quer estudar fora? Cursos ensinam a disputar vagas em universidades top

OLHAR PEDAGÓGICO: Quer estudar fora? Cursos ensinam a disputar vagas em universidades top

Quer estudar fora? Cursos ensinam a disputar vagas em universidades top


Quer estudar fora? Cursos ensinam a disputar vagas em universidades top
CARLOS LORDELO - O ESTADO DE SÃO PAULO - 05/05/2013 - SÃO PAULO, SP
O número de alunos brasileiros em universidades americanas tem crescido anualmente e chegou a 9 mil em 2012. Ainda assim, ficamos em 14.º lugar no ranking dos países que mais enviam estudantes aos Estados Unidos, depois de nações como Nepal e Vietnã. Por trás desses números está o desconhecimento de muitos jovens sobre como funciona a seleção para os cursos no exterior.
Para quem busca uma vaga em instituições de elite, como a Universidade Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a peneira é ainda mais rigorosa. Não bastam ter um histórico escolar invejável e nota alta no SAT (espécie de Enem americano). As faculdades olham também para atividades extracurriculares nas quais o candidato se engaja - e não só as de cunho social. Por exemplo: o aluno ganha pontos se jogou no time de futebol da escola. Se foi o capitão, melhor.
Dicas como essas poderão ser encontradas no novo curso online e gratuito que a Fundação Estudar vai oferecer no segundo semestre. A entidade já tem experiência em treinar jovens para processos seletivos de universidades de ponta. Criado em 2011, o Prep Program contribuiu para a aprovação de 48 brasileiros no exterior. Agora, com o Prep Course Online, a fundação quer massificar as orientações sobre como fazer faculdade fora do País. As inscrições estão abertas no site prep.estudarfora.org.br.
O curso, com duração de três meses, será todo em inglês. `Os alunos vão aprender por meio de vídeos e atividades e interagindo nos fóruns de discussão`, explica a coordenadora do programa, Laila Parada-Worby, de 22 anos, americana recém-formada por Harvard em História e Literatura da América Latina.
Particular. Outra opção de curso online tem à frente Gustavo Haddad Braga, de 18 anos, que começou a estudar no ano passado no MIT. Ele também foi aceito por Harvard, Stanford, Yale e Princeton - para ficar só nas americanas. Atualmente cursa Física, Engenharia Elétrica e Ciência da Computação. Na plataforma Easyaula (http://www.easyaula.com.br/), Braga vende por R$ 49 o acesso a seis vídeos de orientações com duração total de duas horas. O estudante também administra com outros brasileiros a página Estudar nos EUA (http://www.estudarnoseua.com.br/), que reúne informações gratuitas.
Quem mora em São Paulo pode contratar uma sessão particular sobre estudos nos EUA na Associação Alumni, que fica na Chácara Santo Antônio, zona sul. Ao custo de R$ 145, o interessado recebe uma consultoria de como funciona a seleção para uma faculdade americana.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Brasil É destaque no Dia Mundial do Autismo, 2 de abril


Não foi à toa que a ONU (Organização das Nações Unidas) decretou todo 2 de abril como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day), desde 2008. Este é o quarto ano do evento mundial, que pede mais atenção ao transtorno do espectro autista (nome oficial do autismo), que é mais comum em crianças que AIDS, câncer e diabetes juntos.
No Brasil - além do Cartaz ao lado) e do -- Video da campanha a data será lembrada com a iluminação em azul (cor definida para o autismo) de vários prédios e monumentos importantes, entre eles, o Cristo Redentor (no Rio de Janeiro) -- que acabou de inaugurar uma moderna iluminação de LED --, a Ponte Estaiada, o Monumento às Bandeiras e o Viaduto do Chá (todos em São Paulo) e o prédio do Senado em Brasília (outras ações podem ser vistas emlhttp://RevistaAutismo.com.br/DiaMundial ). No restante do mundo, outros importantes pontos acenderão sua “luz azul”, como no ano passado o prédio Empire State, em Nova York (Estados Unidos) e a CN Tower, em Toronto, (Canadá).
O autismo é uma síndrome complexa e muito mais comum do que se pensa. Atualmente, o número mais aceito no mundo é a estatística do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão do governo dos Estados Unidos: uma criança com autismo para cada 110. Estima-se que esse número possa chegar a 2 milhões de autistas no país, segundo o psiquiatra Marcos Tomanik Mercadante citou em audiência pública no Senado Federal no fim de 2010, onde discute-se uma lei exclusiva para o autismo, liderada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Mercadante é um dos autores da primeira (e por enquanto única) estatística brasileira, num programa piloto por amostragem na cidade de Atibaia (SP), que registrou naquela amostragem incidência de uma para cada 333 crianças -- publicada no final de fevereiro último. No mundo, segundo a ONU, acredita-se ter mais de 70 milhõ
es de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. A incidência em meninos é maior, tendo uma relação de quatro meninos para uma menina com autismo.
No ano passado, um discurso do presidente dos Estados Unidos, no dia 2, lembrou a importância da data: “Temos feito grandes progressos, mas os desafios e as barreiras ainda permanecem para os indivíduos do espectro do autismo e seus entes queridos. É por isso que minha administração tem aplicado os investimentos na pesquisa do autismo, detecção e tratamentos inovadores – desde a intervenção precoce para crianças e os serviços de apoio à família para melhorar o suporte para os adultos autistas”. Barack Obama ainda concluiu: “Com cada nova política para romper essas barreiras, e com cada atitude para novas reformas, nos aproximamos de um mundo livre de discriminação, onde todos possam alcançar seu potencial máximo”.
No Brasil, é preciso alertar, sobretudo, as autoridades e governantes para a criação de políticas de saúde pública para o tratamento e diagnóstico do autismo, além de apoiar e subsidiar pesquisas na área. Somente o diagnóstico precoce, e conseqüentemente iniciar uma intervenção precoce, pode oferecer mais qualidade de vida às pessoas com autismo, para a seguir iniciarmos estatísticas na área e termos idéia da dimensão dessa realidade no Brasil. E mudá-la.
Vários níveis no espectro

O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de transtorno invasivo do desenvolvimento (TID) – também conhecido como transtorno global do desenvolvimento (TGD). Para muitos, o autismo remete à imagem dos casos mais graves, mas há vários níveis dentro do espectro autista. Nos limites dessa variação, há desde casos com sérios comprometimentos do cérebro além de raros casos com diversas habilidades mentais, como a Síndrome de Asperger (um tipo leve de autismo) – atribuído inclusive a aos gênios Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Mozart e Einstein. Mas é preciso desfazer o mito de que todo autista tem um “superpoder”. Os casos de genialidade são raríssimos.
A medicina e a ciência de um modo geral sabem muito pouco sobre o autismo, descrito pela primeira vez em 1943 e somente 1993 incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como um transtorno invasivo do desenvolvimento. Muitas pesquisas ao redor do mundo tentam descobrir causas, intervenções mais eficazes e a tão esperada cura. Atualmente diversos tratamentos podem tornar a qualidade de vida da pessoa com autismo sensivelmente melhor. E vale destacar que o neurocientista brasileiro Alysson Muotri conseguiu um primeiro passo para uma possibilidade futura de cura, em seu trabalho na Califórnia (EUA). Ele curou um neurônio autista em laboratório e trabalha no progresso de sua técnica na Universidade de San Diego. Tão importante quanto descobrir a cura, é permitir que os autistas de hoje sejam incluídos na sociedade e tenham mais qualidade de vida e respeito.
Paiva Junior é jornalista, editor-chefe da Revista Autismo (http://RevistaAutismo.com.br) e pai do Giovani, de 3 anos e 10 meses, que está no espectro autista, e da Samanta, de 1 ano e 9 meses, que está tendo desenvolvimento típico (normal).
E-mail: editor@RevistaAutismo.com.br
Twitter: @RevistaAutismo e @PaivaJunior
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terça-feira, 26 de março de 2013

Apesar de desvantagens, escola da zona rural supera nota de `colégios ricos'

Apesar de desvantagens, escola da zona rural supera nota de `colégios ricos`
DANIELA ARAI - FOLHA DE SÃO PAULO - 26/03/2013 - SÃO PAULO, SP
Todas as manhãs, os alunos da escola Sebastião Duarte Filho, na zona rural de Pedra Branca, sertão do Ceará, tomam o pau-de-arara e viajam quilômetros para fazer o que seus pais não tiveram oportunidade: estudar.
No mesmo horário, alunos do Colégio Municipal Tom Jobim, em Santana de Parnaíba, região metropolitana de São Paulo, deixam condomínios da região de Alphaville em carros ou vans para ir à escola, trilhando caminho já conhecido pelos pais.
Apesar das desvantagens, a escola cearense obteve classificação no último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) superior à do colégio paulista, alcançando a nota mais alta no nono ano (5,6) entre os colégios com alunos de nível socioeconômico `mais baixo`.
Do outro lado, o Tom Jobim aparece como a escola de nível socioeconômico `mais alto` que registrou a nota mais baixa no índice (5,0) em 2011.
A classificação das escolas do Brasil em sete estratos, segundo renda, escolaridade e ocupação dos pais, foi feita pelos professores Francisco Soares e Teresa Alves, da Universidade Federal de Minas Gerais, a partir de questionários socioeconômicos da Prova Brasil e do Enem.
Soares diz que as instituições devem ser vistas por meio de seu `valor agregado`: o número de pontos na nota do aluno que pode ser atribuído a práticas pedagógicas e de gestão.
Segundo ele, essa medida frequentemente mostra que muitas escolas têm desempenho alto apenas pelo fato de contarem com alunos de nível socioeconômico mais elevado, condição que proporciona maior capital cultural.
O colégio Tom Jobim tem o oitavo NSE (medida de nível socioeconômico) mais alto entre 64 mil escolas públicas, só superado por alguns colégios militares.
`Com alunos tão selecionados o resultado da escola em termos de valor agregado é pífio`, afirma Soares.
Nada comparável ao `efeito` da escola do Ceará, que elevou filhos de agricultores não escolarizados à 12ª colocação na classificação geral do Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental.
`Essa escola está levando os alunos três anos adiante`, afirma o professor.
Para Maria do Carmo Mendes, secretária de Educação de Pedra Branca, que tem um Ideb de 4,9 nos anos finais do ensino fundamental (contra 4,2 de Santana do Parnaíba), o que explica os bons resultados da escola e da rede são `bons gestores, bons professores e um bom envolvimento com a família.`
Maria Duarte, diretora da escola, concorda. `A gente conhece todas as famílias. Se o aluno falta dois dias seguidos, já fazemos uma visita.`
No Tom Jobim, que recebe alunos egressos de colégios particulares, a relação com as famílias é mais distante.
`Nessa comunidade, os limites são muito tênues. Lidar com esse pessoal de poder aquisitivo maior é difícil`, diz Tânia Cardamone, ex-supervisora pedagógica da escola.
Adilson da Silva, professor de matemática do Tom Jobim, afirma que a relação com os pais é tensa. `Eles não aceitam que o filho não tire boas notas. Acham que, por ser uma escola municipal, deveria ser mais fácil.`
Em nota, a Secretaria da Educação de Santana de Parnaíba afirmou que o Tom Jobim `atende uma clientela de melhor nível socioeconômico, cujos interesses extrapolam os muros do colégio`.
Defendeu ainda que é necessário considerar outras variáveis na avaliação do desempenho, como a população da cidade e o tamanho da rede educacional, e disse que é importante aprender com a experiência de Pedra Branca.

quinta-feira, 21 de março de 2013



TURMA CONFIRMADA

Ações para evitar a evasão

A evasão é um dos maiores problemas da educação brasileira. O prejuízo financeiro de instituições públicas e privadas por causa da evasão é algo inconcebível para um sistema que apresenta sinais claros de expansão do número de matrículas. Por que perdemos tantos alunos?
A evasão, sob a ótica da gestão de uma IES, pode ser medida também pela soma de alunos que se transferiram para outras instituições concorrentes. Como evitar a transferência de alunos para outras instituições? Como evitar o cancelamento de matrículas ou o simples abandono do curso?
No ensino superior ainda não se desenvolveu uma cultura voltada para evitar a evasão. O que temos são propostas para calcular a evasão que já ocorreu, ou seja, fato consumado.
Esse Curso propõe medidas para transformar a gestão retroativa, a que calcula quantos alunos saíram, em uma gestão proativa, a que indica previamente os grupos de alunos que apresentam características e comportamentos próprios de alunos que evadem e, por essa razão, devem ser assistidos antes que o fato (a evasão) ocorra. Serve também para desmistificar velhas crenças, como a de que a questão financeira é a única razão para a evasão de alunos, mas principalmente, serve para que os participantes possam conhecer e desenvolver ações objetivas, palpáveis, voltadas para evitar a evasão e que possam ser implantadas em suas respectivas instituições de ensino superior.
O Curso indicará também um modelo para implantar a gestão da permanência de alunos em IES.

OBJETIVO
Aprofundamentos sobre como pensar e implantar ações proativas, voltadas para evitar a evasão em IES; como melhorar a qualidade dos serviços prestados aos acadêmicos, e; como desenvolver na IES a cultura do relacionamento com os discentes.

PÚBLICO-ALVO
Presidentes / Diretores de Mantenedoras; Reitores; Pró-Reitores; Diretores; Gerentes; Coordenadores e demais profissionais que atuam diretamente na gestão de instituições de ensino superior.

DATA
O curso será realizado no dia 26 de março de 2013

Carga horária
8 horas

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Primeira atividade: Exposição e debates quanto aos fundamentos necessários para a implantação da gestão da permanência em uma IES. (8 às 12 horas).
Evasão e gestão da permanência: Diferenças e implicações nos resultados das IES. As principais causas da evasão. Interferindo no fenômeno da evasão em uma IES.
Aspectos fundamentais da gestão da permanência: conceitos chave; estrutura organizacional; limitações da curva de influência; o que funciona e o que é mito; os maiores desafios; a constituição de uma equipe e os processos de sensibilização necessários para iniciar o trabalho; ações para buscar a integração com, a gestão financeira, o marketing, a secretaria acadêmica, a CPA, as coordenações de cursos e os NDEs, os sistemas de informações acadêmicas, o setor de estágios, o núcleo pedagógico, a pesquisa e a extensão, dentre outras unidades de gestão. A equação de valor para os gestores de serviços educacionais e a cultura organizacional apropriada para a permanência de alunos.
Segunda atividade: Orientações para a elaboração / desenvolvimento de um projeto para a implantação da gestão da permanência na IES. (14 às 18 horas).
Onze ações institucionais voltadas para evitar a evasão. Quatro dimensões para o desenvolvimento de indicadores concretos para a gestão da permanência. A gestão proativa por meio dos níveis e dos indicadores de risco à permanência (agindo antes que a evasão ocorra). Oito ações objetivas para o acompanhamento dos novos estudantes ao longo do primeiro ano de estudos. Cinco pressupostos para iniciar a gestão da permanência, considerando a realidade das IES brasileiras.
Gestão da permanência passo a passo: o diagnóstico da evasão e a elaboração de planos de desempenho por meio de ciclos de retenção.
Debates sobre as propostas elaboradas / apresentadas.

PROFESSOR

 
Wille Muriel: Diretor da Carta Consulta. Coordenador do Núcleo de Estudos sobre Inovação e Competitividade em IES do MBA Administração Acadêmica e Universitária. Assessor para a retenção de alunos em organizações educacionais. Professor do Programa para Capacitação de Coordenadores de Curso; Professor em cursos de pós-graduação e capacitação corporativa para Reitores, Diretores Acadêmicos e Administrativos Universitários, Coordenadores de Curso, Docentes e colaboradores de Instituições de Ensino Superior.

LOCAL DE REALIZAÇÃO
O curso será realizado em Belo Horizonte/MG, no salão de eventos do hotel San Diego Suites, localizado na Avenida Álvares Cabral, 1.181, Lourdes, telefone (31) 3339-3000.

INVESTIMENTO
O Investimento para este curso é de R$ 1.854,00 (um mil, oitocentos e cinquenta e quatro reais).

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
As reservas de hospedagem deverão ser feitas diretamente com o hotel pela central de reservas (0800 607 2011 | (31) 3524-5599 | 4007-1802). Mais informações sobre o Hotel poderão ser obtidas pelo endereço eletrônico http://www.hoteisarco.com.br/pt/ht_sandiego_bh.php
No valor da inscrição estão incluídos: material, coffee break e certificado. Não estão incluídas despesas com transporte, hospedagem, e outras, que correm à conta do participante.
A Carta Consulta reserva-se o direito de encerrar as inscrições completadas as vagas e de indeferir eventuais inscrições que não atendam aos pré-requisitos necessários, contidos no presente informe.
Cancelamentos de inscrições são aceitos até 72 horas antes da data de inicio do evento.