terça-feira, 22 de maio de 2012

Professor: ainda o pior salário


Professor: ainda o pior salário
ANTÔNIO GOIS E DEMÉTRIO WEBER - O GLOBO - 20/05/2021 - RIO DE JANEIRO, RJ



O salário dos professores da educação básica no Brasil registrou, na década passada, ganhos acima da média dos demais profissionais com nível superior, fazendo encurtar a distância entre esses dois grupos. Esse avanço, no entanto, foi insuficiente para mudar um quadro de trágicas consequências para a qualidade do ensino: o magistério segue sendo a carreira de pior remuneração no país.
Tabulações feitas pelo O Globo nos microdados do Censo do IBGE mostram que a renda média de um professor do ensino fundamental equivalia, em 2000, a 49% do que ganhavam os demais trabalhadores também com nível superior. Dez anos depois, esta relação aumentou para 59%. Entre professores do ensino médio, a variação foi de 60% para 72%.
Apesar do avanço, o censo revela que as carreiras que levam ao magistério seguem sendo as de pior desempenho. Entre as áreas do ensino superior com ao menos 50 mil formados na população, os menores rendimentos foram verificados entre brasileiros que vieram de cursos relacionados a ciências da Educação — principalmente Pedagogia e formação de professor para os anos iniciais da educação básica.
Em seguida, entre as piores remunerações, aparecem cursos da área de religião e, novamente, uma carreira de magistério: formação de professores com especialização em matérias específicas, onde estão agrupadas licenciaturas em áreas de disciplinas do ensino médio, como Língua Portuguesa, Matemática, História e Biologia.
Pagar melhor aos professores da educação básica, no entanto, é uma política que, além de cara, tende a trazer retorno apenas a longo prazo em termos de qualidade de ensino. A literatura acadêmica sobre o tema no Brasil e em outros países mostra que a remuneração docente não tem, ao contrário do que se pensou durante muitos anos, relação imediata com a melhoria do aprendizado dos alunos.
No entanto, o achatamento salarial do magistério traz sérios prejuízos a longo prazo. Esta tese é comprovada por um relatório feito pela consultoria McKinsey, em 2007, que teve grande repercussão internacional ao destacar que uma característica dos países de melhor desempenho educacional do mundo — Finlândia, Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura — era o alto poder de atração dos melhores alunos para o magistério.
— Não dá para imaginar que, dobrando o salário do professor, ele vai dobrar o aprendizado dos alunos. O problema é que os bons alunos não querem ser professores no Brasil. Para atrair os melhores, é preciso ter salários mais atrativos — afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, concorda com o diagnóstico da baixa atratividade da profissão. Ele afirma que a carreira de professor, salvo exceções, acaba atraindo quem não tem nota para ingressar em outra faculdade. Para Roberto Leão, salário é fundamental, mas não o suficiente para melhorar a qualidade do ensino.
— Sem salário, não há a menor possibilidade de qualidade. Agora, claro que é preciso mais do que isso: carreira, formação e gestão.
Priscila Cruz também diz que o salário é só parte da solução:
— É preciso melhorar salários para que os alunos aprendam mais. Mas o profissional também tem que ser mais cobrado e responsabilizado por resultados. Não pode, por exemplo, faltar e ficar tantos dias de licença, como é frequente.

Investimento de 7,5% do PIB em educação vai gerar expansão sem qualidade, afirma Daniel Cara


Investimento de 7,5% do PIB em educação vai gerar expansão sem qualidade, afirma Daniel Cara

MARJORIE RIBEIRO - PORTAL APRENDIZ - 18/05/2012 - SÃO PAULO, SP

O coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, defende a a aprovação da meta do Plano Nacional de Educação (PNE) que prevê destinar 10% do PIB (Produto Interno Bruto) ao setor de educação. Segundo ele, esse valor representa expansão da educação com padrão de qualidade para as matrículas novas e atuais.
“Esta é a única forma de recuperar uma dívida histórica com a educação e, em termos econômicos e de desenvolvimento do país, oferecer recursos para formar uma geração altamente produtiva”, afirmou.
Daniel Cara conversou com o Portal Aprendiz depois de participar da mesa-redonda sobre o PNE e as deliberações da Conferência Nacional da Educação (Conae), ocorrida na tarde de quinta-feira (17/5), durante o 5º Fórum Nacional Extraordinário da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação), em São Bernardo do Campo (SP).
Durante o encontro, ele apresentou estudos que justificam porque é preciso investir, no mínimo, 10% do PIB na área – porcentagem defendida pelas organizações sociais. Para ele, a proposta de 7,5% de investimento direto do PIB, encabeçada pelo deputado e relator do projeto, Angelo Vanhoni (PT-PR), geraria a expansão de vagas sem uma educação de qualidade, “como tem sido feito até agora no Brasil”. O projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados deve nortear os rumos da educação para os próximos dez anos.
O deputado Izalci Lucas (PR-DF), integrante da Comissão Especial que analisa o projeto na Câmara, ressaltou a importância de uma mobilização em Brasília durante os próximos dias de votação (22, 23, 28 e 29 de maio) para pressionar os deputados. “A base do governo quer aprovar apenas 7,5% do PIB para educação. Se não for aprovado os 10% na Comissão, vou levar uma lista com mais de 300 assinaturas para o PL 8035/10 ser votado no plenário”, prometeu.
“Aprovar os 10% do PIB agora significa evitar greves futuras”, justifica. Izalci Lucas propôs a aplicação gradativa dessa meta, com aumento de 1% a cada dois anos, e que a União se responsabilize por grande parte desse valor. Daniel Cara sugere que o governo federal se responsabilize por ao menos 1% dos 2,5% que faltam para complementar a meta defendida pelos movimentos sociais e que o restante seja dividido entre estados e municípios.
Rebatendo o argumento de que o problema da educação é a má gestão e não a falta de investimento, Daniel Cara afirmou que é preciso sim melhorar a gestão, porém, mesmo que isso ocorresse, em pouco tempo, se esgotariam as possibilidades e a necessidade de mais recursos ficaria latente. “Por melhor que você faça a gestão de uma política, se não há um pessoal motivado, se não se pagam bons salários, não é possível fazer com que esses resultados perdurem”, explicou.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Projeto de Intervenção Pedagógica na Clinica Escola FADBA


 
A manhã do dia 19 de abril foi repleta de alegria e diversão para os baixinhos da Clinica-Escola da FADBA. Alunos do Projeto Humanizando e Intervindo Pedagogicamente promoveram uma animada programação em comemoração ao dia do Livro Infantil.

Encenações, músicas, histórias e diferentes atividades proporcionaram muito divertimento e sorriso nos rostos das crianças com necessidades especiais envolvidas nesse projeto. E claro, não podia faltar: LIVROS! Muitos livros!

Ao final da programação cada criança foi presenteada com uma obra da Literatura Infantil para que o gosto e afeição pela leitura sejam incentivados e desenvolvidos nesses pequenos, tendo em vista que a leitura é algo crucial para o desenvolvimento do ser humano nos diferentes aspectos de sua vida.






Alunos de pedagogia realizam visita técnica em escolas de Salvador


Alunos de pedagogia realizam visita técnica em escolas de Salvador

Centro Educacional Carneiro Ribeiro, Colégio Adventista de Salvador e a Escola Adventista de São Caetano receberam a visita dos estudantes
Alunos do terceiro e quinto período de Pedagogia realizaram visita técnica em três grandes escolas de Salvador, no Centro Educacional Carneiro Ribeiro - Escola Parque, Colégio Adventista de Salvador e Escola Adventista de São Caetano, no mês de abril.

 Para o professor Esmeraldo Sobrinho, que acompanhou o os estudantes,  "a visita técnica serve para confrontar os conhecimentos aprendidos em sala de aula com o que acontece no local visitado. Ajuda a analisar diferentes realidades, como trabalhar os mesmos componentes curriculares em realidades diferentes, possibilitando o enriquecimento do aprendiz.”

O estudante Makson do quinto período do curso de Pedagogia relatou que "vivenciar o que estudamos na sala de aula contribuiu, significativamente, para minha formação e reflexão sobre a realidade da educação no campo. Tal experiência foi primordial para meu aprendizado.”

Por CAMILA
Colaboração de: WAGNER ALMEIDA
Categorias: PEDAGOGIA



sexta-feira, 18 de maio de 2012

BLOG ATUALIZADO, INFORMAÇÕES NOVAS!!!


Depois desta turbulência de atividades que comprometeram até as atualizações do blog OLHAR PEDAGÓGICO FADBA, estamos de volta e com muitas novidade e informações para você, Logo mantenha -se informado acessando o www.olharpedagogicofadba.blogspot.com