quarta-feira, 2 de maio de 2012

Escola de Música Tia Miriam!


Agora você pode aprender mais sobre musicalização e instrumentos na Escola de Música Tia Miriam, situada no Colégio Montessori de Cruz das Almas - BA.
Para maiores informações entre contato pelo e-mail: escolinhatiamiriam@yahoo.com.br e Conheça as novidades e surpresas que tem pra você!!

Veja as novidades da Escola pelo Facebook: Escola de Música Tia Miriam

terça-feira, 1 de maio de 2012

Alfabetizar é Preciso!


Alfabetizar é Preciso

 Maria Eliana Lopes de Souza
Pedagoga

No topo das atuais reclamações sobre o ensino no Brasil, estão às relativas à alfabetização, ou a ausência dela, não é incomum termos conhecimento de casos de alunos que concluíram as séries iniciais do ensino fundamental sem saber ler. Educandos que engrossam as fileiras dos semi-alfabetizados e analfabetos funcionais. 
As atuais políticas educacionais estão demasiadamente focadas nas estatísticas, ou seja, é importante reduzir os índices de analfabetismo e repetência no Brasil, no entanto a preocupação de alfabetizar para o desenvolvimento não faz parte das estatísticas. Com isso se cria uma massa de educandos que ao longo do processo educativo serão excluídos ou se excluirão.
De um lado a grande vilã seria a progressão automática a fim de ocultar a repetência e de outro a própria repetência vista como castigo. 
Como não pretendo nesse artigo proclamar verdades absolutas, e pretensamente definir a questão, irei apenas expor minha experiência como professora das séries iniciais do ensino fundamental que enfrenta com dificuldades a questão da alfabetização
Na grande maioria dos casos, os educandos vinham de escolas cuja estrutura era precária, oriundos de turmas com 30 alunos ou mais, filhos de pais analfabetos e com pouco ou nenhum contato com textos diversos. Bem até aqui não contei nenhuma novidade, qualquer educador com experiência em sala de aula sabe qual é o perfil do educando com problemas de alfabetização. O que realmente me chocava era a visão que eles tinham de si mesmos. Consideravam-se “burros” e seu mecanismo de defesa era a agressão verbal. A maior dificuldade que apresentavam era com relação aos textos, não conseguiam sair das palavras curtas e conhecidas.
Um fator comum entre os relatórios aos quais tive acesso era a errônea interpretação de alguns professores sobre as teorias de alfabetização, pois na verdade não sabiam até que ponto deveria permitir a criança escrever e ler errado nutrindo com isso uma espécie de vício lingüístico. 
Como educadora minha função era trabalhar as dificuldades apresentadas e utilizar com cada educando o método que ele melhor compreendesse, percebemos nessa situação que o interesse deveria partir do educando para que e o educador pudesse aumentar seus conhecimentos. Entretanto trabalhávamos com crianças completamente desestimuladas, desinteressadas e que com a idade em que se encontravam já carregavam o rótulo de fracassadas. 
Diante dessa situação levantada, o que você educador faria? Nem tudo que deu certo na Argentina, Alemanha, México ou Espanha garante iguais resultados aqui. Cada escola deve a partir da análise de seu público, utilizar o método que melhor se adapte a sua realidade, pois não existem respostas prontas ou métodos a serem utilizados como receita de bolo. 
Ter idéia de que todo educador é e sempre será o diferencial no processo educativo, no qual não existe apostila, livro didático ou programa de computador algum que o substitua. Refletir que o fracasso de nossos educandos é o nosso fracasso, nos coloca a beira da mais séria situação em que muitas vezes as professoras trabalham basicamente com giz e saliva. Educar é uma arte, arte de ensinar, de aprender e acima de tudo de adaptar-se. 
Sempre que uma criança deixa de ser alfabetizada na época certa e freqüentando a escola, a primeira pergunta que as pessoas fazem é: Como a escola não percebeu isso? Nossa falta de estímulo, material de apoio ou capacidade não são justificativas para um problema tão sério. Devemos cobrar mais de nossos diretores, equipe pedagógica e administrativa, caso contrário estaremos sentenciando nossos educandos a ficarem a margem do processo educativo, e ainda que sem intenção, criando uma massa de excluídos. 

(Publicado em 14/01/2009 )

Matrículas em creches aumentaram 11% em 2011 em relação a 2010.


Sexta-feira, 27 de abril de 2012 - 17:06
As creches que atendem crianças até três anos de idade receberam 234 mil novas matrículas em 2011, o que significa aumento de 11% em relação ao ano anterior, segundo o Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação. A maior parte das matrículas em creches está sob a responsabilidade das redes municipais públicas de ensino, que abrangem 63,6% do total de 2,3 milhões e atendem a 1.461.034 alunos. Em seguida, vem a rede particular, com 828.200 matrículas (36%). 

Entre os motivos para a expansão do atendimento nas creches estão a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o reconhecimento da creche como primeiro estágio da educação básica. O Ministério da Educação garante o repasse de recursos a estados, Distrito Federal e municípios. Com o aumento da procura na educação infantil, cresce a necessidade de construção de unidades e reforma das já existentes. Para essa demanda, o Ministério da Educação conta com programas como o de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

No âmbito da educação especial, o censo revela o crescimento do atendimento especializado nas escolas regulares. Em 2011, o número de matrículas de estudantes com deficiência nas escolas comuns aumentou 15,3% em relação a 2010, com mais de 550 mil matrículas. Esses números estão de acordo com a política adotada pelo MEC de dar prioridade à educação inclusiva, valorizar as diferenças e atender às necessidades educacionais de cada aluno.

Na educação profissional, o censo aponta crescimento de 60% no número de matrículas entre 2007 e 2011 — que passou de 780.162 para 1.250.900. Com a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o número de estudantes na educação profissional será ainda maior.

Integral — Atualmente, mais de 1,7 milhão de alunos matriculados no ensino fundamental têm educação em tempo integral. Dos matriculados na rede pública, 6,4% estudam em tempo integral, contra 1,7% da rede particular. Em 2011, o número de estudantes atendidos em tempo integral chegou a 1,68 milhão em relação a 1,26 milhão do ano anterior — aumento de 33,4%. Considera-se educação básica em tempo integral a jornada escolar com duração igual ou superior a sete horas diárias. Nesse período está compreendido o tempo total que o aluno permanece na escola ou em atividades escolares. 

Diego Rocha
Palavras-chave: censo escolar
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Links da atividade de avaliação!

Abaixo estão os links da atividade de Avaliação para entregar Hoje ( 30 de abril de 2012)

QUE É MESMO O ATO DE VALIAR APRENDIZAGEM NA ESCOLA?

O CURRICULO INTEGRAL

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Falta professor em 32% das escolas estaduais


Falta professor em 32% das escolas estaduais
FÁBIO TAKAHASHI - COLABOROU VIVIANE VECCHI - UOL EDUCAÇÃO - 25/04/2012 - SÃO PAULO, SP

Levantamento se refere à cidade de São Paulo; maior parte das aulas vagas é de arte, geografia e matemática
Para secretaria, dados não refletem realidade; na zona norte, alunos tiveram apenas duas aulas de geografia
Dois meses após o início do ano letivo, uma em cada três escolas estaduais da capital enfrenta falta de professores.
Dados levantados pela Folha a partir de convocações das diretorias de ensino na primeira semana de abril mostram que, dos 1.072 colégios, 343 têm vagas abertas. Faltam professores, principalmente, nas disciplinas de arte, geografia, sociologia e matemática.
A Secretaria Estadual da Educação diz que o resultado não reflete a `realidade`. Sem citar números específicos, o governo afirma ter uma estimativa segundo a qual o deficit é de apenas 0,6% em todo o Estado -não citou, porém, dados sobre a capital, alvo do levantamento da Folha.
OUVINDO FUNK
Na escola estadual Gavião Peixoto, na zona norte da cidade, alunos do oitavo ano do ensino fundamental dizem que só tiveram duas aulas de geografia até agora. Na sétima série, nenhuma de artes.
Os estudantes relataram que, algumas vezes, o professor substituto das aulas vagas acaba ouvindo funk com os jovens dentro da sala.
Na rede estadual, o déficit de professores persiste mesmo após a Secretaria da Educação liberar a convocação de profissionais reprovados em exame do Estado e de outros que nem fizeram a prova -o número de docentes nessa situação não foi divulgado.
Também foram chamados para lecionar estudantes universitários de licenciatura.
Segundo a secretaria, cerca de 2% do magistério está nessa condição -não possui ensino superior completo.
A regra autoriza a entrada até de universitários que nem cursaram 50% do curso.
A rede enfrenta problemas de qualidade: no último exame estadual, só 4,2% dos formandos no ensino médio apresentaram conhecimento adequado em matemática.
Na rede municipal, a situação da falta de professores é menor. A prefeitura informou que, na primeira semana de abril, faltavam 198 docentes nas cerca de 1.400 escolas.
O número de escolas com deficit atinge, portanto, no máximo 14% das escolas, ou seja, menos da metade do montante da rede estadual.
Ainda assim, afirma a prefeitura, os alunos não ficam sem aulas, pois já é previsto um número extra de professores por unidade.
REAJUSTE SALARIAL
Na tentativa de melhorar o quadro docente, a gestão Alckmin (PSDB) implementou plano de reajuste salarial, que prevê aumento de 42% até o final do mandato. Fez também concurso público.
`O caminho está certo, mas [o aumento] deveria ser mais agressivo`, disse o presidente da Udemo (sindicato dos diretores), Francisco Poli.
Segundo ele, muitos professores desistem da rede, atraídos por salários melhores em outras atividades.
PROVIMENTO
O pesquisador Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP, afirma que a falta de professores na rede estadual `é injustificada`.
Ele citou dois motivos. O primeiro, disse, porque é possível estimar o número de professores que vão sair da rede com base em dados históricos. Além disso, afirmou, o número de estudantes na educação básica no Estado caiu 40% entre 1993 e 2011.
`O que se assistiu foi a falta de uma verdadeira política para o provimento de profissionais da educação`, diz.